Resumo do Livro: 10 Novas Competências para Ensinar

Capítulo 1
Organizar e dirigir situações de aprendizagem
“… é manter um espaço justo para tais procedimentos. É, sobretudo, despender energia e tempo e dispor das competências profissionais necessárias para imaginar e criar outros tipos de situações de aprendizagem, que as didáticas contemporâneas encaram como situações amplas, abertas, carregadas de sentido e de regulação, as quais requerem um método de pesquisa, de identificação e de resolução de problemas”. p. 25

– Conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem.

Relacionar os conteúdos a objetivos e esses a situações de aprendizagem. Hoje esses objetivos não podem ser estáticos, de maneira mecânica e obsessiva, e sim:
“- do planejamento didático, não para ditar situações de aprendizagem próprias a cada objetivo, mas para identificar os objetivos trabalhados nas situações em questão, de modo a escolhê-los e dirigi-los com conhecimento de causa;
– da análise posterior das situações e das atividades, quando se trata de delimitar o que se desenvolveu realmente e de modificar a seqüência das atividades propostas;
– da avaliação, quando se trata de controlar os conhecimentos adquiridos pelos alunos”. p. 27

– Trabalhar a partir das representações dos alunos.

Não consiste em fazê-las expressarem-se, para desvalorizá-las imediatamente. O importante é dar-lhes regularmente direitos na aula, interessar-se por elas, tentar compreender suas raízes e sua forma de coerência, não se surpreender se elas surgirem novamente, quando as julgávamos ultrapassadas. Assim, deve-se abrir um espaço de discussão, não censurar imediatamente as analogias falaciosas, as explicações animistas e os raciocínios espontâneos, sob pretexto de que levam a conclusões errôneas.
O professor que trabalha a partir das representações dos alunos, tenta reencontrar a memória do tempo em que ainda não sabia, colocar-se no lugar dos alunos, lembrar-se de que, se não compreendem, não é por falta de vontade, mas porque o que é evidente para o especialista parece opaco e arbitrário para os alunos. – A competência do professor é, então, essencialmente didática.

– Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem.

Reestruturar seu sistema de compreensão de mundo – uma verdadeira situação problema obriga a transpor um obstáculo graças a uma aprendizagem inédita.
Quando se depara com um obstáculo é, em um primeiro momento, enfrentar o vazio, a ausência de qualquer solução, até mesmo de qualquer pista ou método, sendo levado à impressão de que jamais se conseguirá alcançar soluções. Se ocorre a devolução do problema, ou seja, se os alunos apropriam-se dele, suas mentes põem-se em movimento, constroem hipóteses, procedem a explorações, propõem tentativas. No trabalho coletivo, inicia-se a discussão, o choque das representações obriga cada um a precisar seu pensamento e a levar em conta o dos outros.

– Construir e planejar dispositivos e sequências didáticas

Sequências e dispositivos didáticos fazem parte de um contrato pedagógico e didático, regras de funcionamento e instituições internas à classe.
“Uma situação de aprendizagem não ocorre ao acaso e é engendrada por um dispositivo que coloca os alunos diante de uma tarefa a ser realizada, um projeto a fazer, um problema a resolver”. p. 33
A construção do conhecimento é uma trajetória coletiva que o professor orienta, criando situações e dando auxílio, sem ser o especialista que transmite o saber, nem o guia que propõe a solução para o problema.
“A competência profissional consiste na busca de um amplo repertório de dispositivos e de sequências na sua adaptação ou construção, bem como na identificação, com tanta perspicácia quanto possível, que eles mobilizam e ensinam”. p. 36

– Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento

Capacidade fundamental do professor: tornar acessível e desejável sua própria relação com o saber e com a pesquisa. O professor deve estabelecer uma cumplicidade e uma solidariedade na busca do conhecimento.
Para que os alunos aprendam, é preciso envolvê-los em uma atividade de uma certa importância e de uma certa duração, garantindo ao mesmo tempo uma progressão visível e mudanças de paisagem.
Problemas – suspensão do procedimento para retomá-lo (mais tarde, no dia seguinte, etc) – podem ser benéficas ou desastrosas – às vezes, elas quebram o direcionamento das pessoas ou do grupo para o saber; em outros momentos, permitem a reflexão, deixando as coisas evoluírem em um canto da mente e retomando-as com novas idéias e uma energia renovada.
Capítulo 2
Administrar a progressão das aprendizagens

Na escola não se podem programar as aprendizagens humanas como a produção de objetos industriais. O professor também precisa pensar na totalidade do processo.

– Conceber e administrar situações-problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos.

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Simulado Fundamentos da Educação

Material Para Concurso

Assunto: Simulado Fundamentos da Educação

1.A respeito dos fundamentos da educação e da relação educação/sociedade em suas dimensões filosófica, sociocultural e pedagógica, julgue o item subsequente.
A função da educação, em uma abordagem marxista, é, exclusivamente, a reprodução social.
Certo
Errado

2. Em relação aos fundamentos filosóficos, psicológicos, sociológicos e históricos da educação, analise as afirmações abaixo e marque a alternativa INCORRETA:
a)Rousseau contribuiu de forma determinante para a constituição da pedagogia moderna ocidental.
b)A corrente empirista contribuiu para a ideia de que o aluno é um sujeito passivo às estimulações ambientais.
c)A perspectiva construtivista defende a ideia de que o aluno constrói o seu conhecimento a partir de interações com o meio.
d)Comenius foi considerado o fundador da didática moderna.
e)Froebel exerceu grande influência na estruturação das escolas de nível médio, na Europa e na América Latina.

3. Ao examinar os fundamentos da educação, não se pode deixar de considerar os conhecimentos elaborados pela filosofia. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correta.
a) A ação pedagógica prescinde de reflexão filosófica.
b) A compreensão dos valores e dos conceitos que garantem a ação pedagógica independe da filosofia.
c) A estrutura de uma proposta pedagógica deve ser puramente pedagógica. Nesse contexto, as pressuposições e as proposições filosóficas são elementos tangenciais.
d) Embora a filosofia forneça sua própria visão acerca do homem, isso não interfere na ação pedagógica.
e) A filosofia fornece à educação uma reflexão crítica a respeito da realidade na qual ela está situada.

4. No que diz respeito aos fundamentos da educação, a “Didática Magna”, escrita por João Amos Comênio, é considerada como método pedagógico para ensinar:
a) Tudo a todos
b) Preferencialmente os conteúdos morais.
c) Somente o que a criança quer aprender.
d) Somente os conteúdos de ordem relacional.
e) Exclusivamente os conteúdos da aritmética e da língua escrita.

5.A respeito dos fundamentos da educação e da relação educação/sociedade em suas dimensões filosófica, sociocultural e pedagógica, julgue o item subsequente.
A concepção da educação como técnica social, desenvolvida por Karl Mannheim, difere da função da educação como integração social apresentada por Durkheim. Para Mannheim, a função da educação é a transformação social, enquanto, para Durkheim, esta deve reforçar as características já existentes na sociedade.
Certo
Errado

6. “Não é nem pode ser a prática educacional que estabelece os seus fins. Quem o faz é a reflexão filosófica sobre a educação dentro de uma dada sociedade.” (Luckesi, 1994, p. 31). Com base nesta declaração, é CORRETO afirmar:
a)As relações entre Educação e Filosofia são naturais, já que a educação é um processo de perpetuação da cultura e à Filosofia cabe dar sentido a essa cultura.
b)A relação entre Educação e Filosofia é desnecessária, uma vez que a ação educativa consciente se pauta na realidade histórica e social.
c)A relação entre Educação e Filosofia se dá na reflexão sobre o modelo ideal de homem e de sociedade, que é dado por essa sociedade, cabendo à educação e à Filosofia concretizá-lo.
d)As relações entre Educação e Filosofia são indissociáveis, pois a educação é uma prática que se caracteriza por uma preocupação, uma finalidade a ser atingida, enquanto a Filosofia é a reflexão sobre os fundamentos, pressupostos e conceitos que orientam a educação.

7. No que se refere aos fundamentos da educação em suas dimensões filosófica, social, cultural, política e pedagógica, julgue o item subsequente.
Pode-se afirmar que a educação situa-se na categoria de trabalho material, que compreende a produção de ideias, conceitos, valores, hábitos, atitudes e habilidades.
Certo
Errado

8. No que se refere aos fundamentos da educação em suas dimensões filosófica, social, cultural, política e pedagógica, julgue o item subsequente.
A educação é um fenômeno próprio dos seres humanos, assim, compreender a natureza da educação é compreender a natureza humana por meio das ferramentas culturais criadas pelo homem.
Certo
Errado

9.Acerca do entendimento da educação como fator de desenvolvimento econômico e social, é correto afirmar:
a) Nos documentos nacionais e internacionais que expressam fundamentos, diretrizes e linhas de ação de política educacional para a juventude, a convivência no trabalho e a participação em movimentos sociais são considerados processos formativos.
b) Na literatura concernente às políticas públicas, o grau de escolaridade é desconsiderado como fator que possibilita a superação da desigualdade social.
c) Em setores da sociedade, tais como agências multilaterais, órgãos federais e estaduais, instituições governamentais e não governamentais, a única mobilização existente em prol da educação gira em torno da definição de parâmetros e critérios para políticas voltadas à infância.
d) Diante da importância do conhecimento científico e tecnológico e da qualificação de mão de obra como requisitos para o crescimento econômico de países industrializados, os investimentos em educação são capazes, por si só, de impedir o desemprego e a concentração de renda.

10.De acordo com Almeida, em seu artigo Educação à distância no Brasil: diretrizes políticas, fundamentos e práticas, o relato/parecer de Gouveia e Bizzo à Câmara de Educação Básica/CNE define os pressupostos básicos para o desenvolvimento de uma educação à distância de qualidade.
Dentre as alternativas apresentadas, assinale a que está em DESACORDO com os princípios destacados por esses autores.
a)Os profissionais que compõem a equipe interdisciplinar responsável pelo curso devem participar de todas as etapas do curso.
b)Os docentes precisam ser preparados para manter a coerência entre sua atitude nas interações e as intenções, concepções e objetivos do curso.
c)O aluno precisa sentir-se só para que possa desenvolver sua aprendizagem de forma autônoma e adequada às suas necessidades individuais.
d)Desde o princípio, o aluno deve conhecer as intenções e os objetivos do curso, as etapas previstas, a metodologia de desenvolvimento e as formas de avaliação.
e)O conteúdo desenvolvido deve favorecer a aprendizagem do aluno, partindo de suas necessidades, expectativas e experiências.

GABARITO
1. Errado; 2.E; 3.E; 4.A; 5.ERRADO. 6.D; 7. ERRADO. 8 CERTO. 9.A; 10.C

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Resumo Avaliação da Aprendizagem

Material Para Concurso

Assunto: Resumo Avaliação da Aprendizagem

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: Concepções, estratégias e importância dos resultados para a melhoria da qualidade do ensino.

 O que é avaliação escolar?

– Haydt (2003):
Avaliar é um julgamento sobre os resultados, comparando o que foi obtido com o que se pretende alcançar. A avaliação conduz a uma tomada de decisões, reorienta o educador e o educando está a serviço dos objetivos de ensino, do PPP e do currículo.

– Luckesi (2009):
A avaliação é um ato amoroso e dialógico que começa com o acolhimento do sujeito.
O valor da avaliação encontra-se no fato do aluno conhecer seus avanços e dificuldades, cabendo ao professor desafiá-lo a superá-las.
A metodologia deve estar centrada na perspectiva dialética.

– Libâneo (2004):
A avaliação tem o objetivo de diagnosticar os resultados dos alunos e também do sistema escolar, em âmbito nacional ou regional, visando reorientar a política educacional, a gestão do sistema e das escolas e ainda, a pesquisa.

– Freitas (2007):
É fundamental transformar a prática avaliativa e romper com a falsa dicotomia entre ensino e avaliação, como se esta fosse apenas o final do processo.

 LDB e avaliação:

 Objetivos da avaliação escolar

 Avaliação mediadora:
O professor planeja, realiza e avalia as situações didáticas com a finalidade de provocar mudanças de comportamento e a reconstrução constante do seu fazer pedagógico.
O professor deve combater avaliações conservadoras.

 Instrumentos avaliativos e sua relevância:
Trabalhos, provas, testes, relatórios, portfólios, memoriais, questionários, autoavaliação e outros.
Eles possuem fundamental importância, não devendo apenas atribuir notas, deve-se privilegiar a autoavaliação como parte do processo de autonomia, emancipação e autodireção.

 Níveis da avaliação
1) Avaliação da aprendizagem
2) Avaliação Escolar
3) Avaliação do Sistema Escolar

– Avaliação em larga escala:
ENEM – (cursando ou concluído o EM)
Prova Brasil – (5º ano do EF, 9º ano do EF e 3º ano do EM) SAEB – (5º ano do EF, 9º ano do EF e 3º ano do EM) Provinha Brasil – (2º ano do EF)
ENCCEJA – (Jovens e Adultos)

 Avaliação quanto a sua regularidade
1) Contínua (processual)
2) Pontual (de resultados)
 Os princípios da avaliação são:

1) Sistematicidade – inerente ao processo educativo, processual e contínuo.
2) Funcionalidade – deve haver consonância entre a avaliação e os objetivos.
3) Orientação – não deve servir para excluir, mas sim orientar o aluno.
4) Integralidade – entende o aluno como um todo.

 Aspectos relevantes da avaliação:

– A avaliação pode ocorrer de forma explícita e implícita.
– A avaliação deve constar no PPP e no plano de curso.
– A avaliação na perspectiva da construção do conhecimento exige do professor a concepção de que o sujeito deve ser crítico, criativo, participativo, com autonomia e capacidade de tomar decisões. O ensino deve privilegiar a participação e o diálogo.
– O erro deve ser visto como propiciador de aprendizagens e as dúvidas dos alunos consideradas como significativas.
– Na perspectiva cognitivista o aluno é avaliado pela quantidade de informação que consegue reproduzir, por meio de provas e exames.
– No comportamentalismo o professor constata o que o aluno aprendeu após a conclusão das etapas dos estudos.

 As funções da avaliação são:

Diagnóstica Formativa/processual Somativa/classificatória

– Realizada no início do processo de ensino e aprendizagem.

– Possui a função de sondar os conhecimentos prévios.
– Realizada durante todo o processo de ensino e aprendizagem.

– Reordena os rumos e fornece informações para o docente e os estudantes.
– Realizada ao final do processo de ensino e aprendizagem.

– Mensura o conhecimento, atribui notas e certifica.

 A avaliação para Libâneo (1994) é uma ação didática dinâmica e contínua do trabalho docente. É uma tarefa complexa que não se resume à aplicação de provas. E afirma que a avaliação cumpre as funções:

Pedagógico-didática Diagnóstico Controle

– Refere-se ao cumprimento dos objetivos gerais e específicos.

– Preparação dos alunos para as exigências da sociedade.
– Permite identificar os progressos e dificuldades dos alunos e atuação do professor.
– Refere-se aos meios e frequência das avaliações.

– Controle sistemático e contínuo

– Não se deve quantificar os resultados.

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Material para Concurso: Quadro Tendências Pedagógicas

Olá. Para quem pretende fazer concurso e tema como assunto Tendência Pedagógicas. Esse é um resumo apresentado em quadro que ajudará muito. Caso deseje simulados e questões de concurso pedagogia e conhecimentos pedagógicos recomendo visitar as postagens anteriores.

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Material Para Concurso: Resumo da Teoria Básica de Piaget

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Assunto: Resumo da Teoria Básica de Piaget

Desde muito cedo Jean Piaget demonstrou sua capacidade de observação. Aos onze anos percebeu um melro albino em uma praça de sua cidade. A observação deste pássaro gerou seu primeiro trabalho científico. Formado em Biologia interessou-se por pesquisar sobre o desenvolvimento do conhecimento nos seres humanos. As teorias de Jean Piaget, portanto, tentam nos explicar como se desenvolve a inteligência nos seres humanos. Daí o nome dado a sua ciência de Epistemologia Genética, que é entendida como o estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos.

Convém esclarecer que as teorias de Piaget têm comprovação em bases científicas. Ou seja, ele não somente descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência mas, experimentalmente, comprovou suas teses.
Resumir a teoria de Jean Piaget não é uma tarefa fácil, pois sua obra tem mais páginas que a Enciclopédia Britânica. Desde que se interessou por desvendar o desenvolvimento da inteligência humana, Piaget trabalhou compulsivamente em seu objetivo, até às vésperas de sua morte, em 1980, aos oitenta e quatro anos, deixando escrito aproximadamente setenta livros e mais de quatrocentos artigos. Repassamos aqui algumas idéias centrais de sua teoria, com a colaboração do “Glossário de Termos”.

1 – A inteligência para Piaget é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e, como tal, implica a construção contínua de novas estruturas. Esta adaptação refere-se ao mundo exterior, como toda adaptação biológica. Desta forma, os indivíduos se desenvolvem intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam. O que vale também dizer que a inteligência humana pode ser exercitada, buscando um aperfeiçoamento de potencialidades, que evolui “desde o nível mais primitivo da existência, caracterizado por trocas bioquímicas até o nível das trocas simbólicas” (Ramozzi-Chiarottino apud Chiabai: 1990: 3).

2 – Para Piaget o comportamento dos seres vivos não é inato, nem resultado de condicionamentos. Para ele o comportamento é construído numa interação entre o meio e o indivíduo. Esta teoria epistemológica (epistemo = conhecimento; e logia = estudo) é caracterizada como interacionista. A inteligência do indivíduo, como adaptação a situações novas, portanto, está relacionada com a complexidade desta interação do indivíduo com o meio. Em outras palavras, quanto mais complexa for esta interação, mais “inteligente” será o indivíduo. As teorias piagetianas abrem campo de estudo não somente para a psicologia do desenvolvimento, mas também para a sociologia e para a antropologia, além de permitir que os pedagogos tracem uma metodologia baseada em suas descobertas.

3 – “Não existe estrutura sem gênese, nem gênese sem estrutura” (Piaget). Ou seja, a estrutura de maturação do indivíduo sofre um processo genético e a gênese depende de uma estrutura de maturação. Sua teoria nos mostra que o indivíduo só recebe um determinado conhecimento se estiver preparado para recebê-lo. Ou seja, se puder agir sobre o objeto de conhecimento para inserí-lo num sistema de relações. Não existe um novo conhecimento sem que o organismo tenha já um conhecimento anterior para poder assimilá-lo e transformá-lo. O que implica os dois pólos da atividade inteligente: assimilação e acomodação. É assimilação na medida em que incorpora a seus quadros todo o dado da experiência ou ëstruturação por incorporação da realidade exterior a formas devidas à atividade do sujeito (Piaget, 1982). É acomodação na medida em que a estrutura se modifica em função do meio, de suas variações. A adaptação intelectual constitui-se então em um “equilíbrio progressivo entre um mecanismo assimilador e uma acomodação complementar” (Piaget, 1982). Piaget situa, segundo Dolle, o problema epistemológico, o do conhecimento, ao nível de uma interação entre o sujeito e o objeto. E “essa dialética resolve todos os conflitos nascidos das teorias, associacionistas, empiristas, genéticas sem estrutura, estruturalistas sem gênese, etc. … e permite seguir fases sucessivas da construção progressiva do conhecimento” (1974: 52).

4 – O desenvolvimento do indivíduo inicia-se no período intra-uterino e vai até aos 15 ou 16 anos. Piaget diz que a embriologia humana evolui também após o nascimento, criando estruturas cada vez mais complexas. A construção da inteligência dá-se portanto em etapas sucessivas, com complexidades crescentes, encadeadas umas às outras. A isto Piaget chamou de “construtivismo sequencial”.

A seguir os períodos em que se dá este desenvolvimento motor, verbal e mental.

A. Período Sensório-Motor – do nascimento aos 2 anos, aproximadamente.
A ausência da função semiótica é a principal característica deste período. A inteligência trabalha através das percepções (simbólico) e das ações (motor) através dos deslocamentos do próprio corpo. É uma inteligência iminentemente prática. Sua linguagem vai da ecolalia (repetição de sílabas) à palavra-frase (“água” para dizer que quer beber água) já que não representa mentalmente o objeto e as ações. Sua conduta social, neste período, é de isolamento e indiferenciação (o mundo é ele).

B. Período Simbólico – dos 2 anos aos 4 anos, aproximadamente.
Neste período surge a função semiótica que permite o surgimento da linguagem, do desenho, da imitação, da dramatização, etc.. Podendo criar imagens mentais na ausência do objeto ou da ação é o período da fantasia, do faz de conta, do jogo simbólico. Com a capacidade de formar imagens mentais pode transformar o objeto numa satisfação de seu prazer (uma caixa de fósforo em carrinho, por exemplo). É também o período em que o indivíduo “dá alma” (animismo) aos objetos (“o carro do papai foi ‘dormir’ na garagem”). A linguagem está a nível de monólogo coletivo, ou seja, todos falam ao mesmo tempo sem que respondam as argumentações dos outros. Duas crianças “conversando” dizem frases que não têm relação com a frase que o outro está dizendo. Sua socialização é vivida de forma isolada, mas dentro do coletivo. Não há liderança e os pares são constantemente trocados.
Existem outras características do pensamento simbólico que não estão sendo mencionadas aqui, uma vez que a proposta é de sintetizar as idéias de Jean Piaget, como por exemplo o nominalismo (dar nomes às coisas das quais não sabe o nome ainda), superdeterminação (“teimosia”), egocentrismo (tudo é “meu”), etc.

C. Período Intuitivo – dos 4 anos aos 7 anos, aproximadamente.
Neste período já existe um desejo de explicação dos fenômenos. É a “idade dos porquês”, pois o indíviduo pergunta o tempo todo. Distingue a fantasia do real, podendo dramatizar a fantasia sem que acredite nela. Seu pensamento continua centrado no seu próprio ponto de vista. Já é capaz de organizar coleções e conjuntos sem no entanto incluir conjuntos menores em conjuntos maiores (rosas no conjunto de flores, por exemplo). Quanto à linguagem não mantém uma conversação longa mas já é capaz de adaptar sua resposta às palavras do companheiro.
Os Períodos Simbólico e Intuitivo são também comumente apresentados como Período Pré-Operatório.

D. Período Operatório Concreto – dos 7 anos aos 11 anos, aproximadamente.
É o período em que o indivíduo consolida as conservações de número, substância, volume e peso. Já é capaz de ordenar elementos por seu tamanho (grandeza), incluindo conjuntos, organizando então o mundo de forma lógica ou operatória. Sua organização social é a de bando, podendo participar de grupos maiores, chefiando e admitindo a chefia. Já podem compreender regras, sendo fiéis a ela, e estabelecer compromissos. A conversação torna-se possível (já é uma linguagem socializada), sem que no entanto possam discutrir diferentes pontos de vista para que cheguem a uma conclusão comum.

E. Período Operatório Abstrato – dos 11 anos em diante.
É o ápice do desenvolvimento da inteligência e corresponde ao nível de pensamento hipotético-dedutivo ou lógico-matemático. É quando o indivíduo está apto para calcular uma probabilidade, libertando-se do concreto em proveito de interesses orientados para o futuro. É, finalmente, a “abertura para todos os possíveis”. A partir desta estrutura de pensamento é possível a dialética, que permite que a linguagem se dê a nível de discussão para se chegar a uma conclusão. Sua organização grupal pode estabelecer relações de cooperação e reciprocidade.

5 – A importância de se definir os períodos de desenvolvimento da inteligência reside no fato de que, em cada um, o indivíduo adquire novos conhecimentos ou estratégias de sobrevivência, de compreensão e interpretação da realidade. A compreensão deste processo é fundamental para que os professores possam também compreender com quem estão trabalhando.
A obra de Jean Piaget não oferece aos educadores uma didática específica sobre como desenvolver a inteligência do aluno ou da criança. Piaget nos mostra que cada fase de desenvolvimento apresenta características e possibilidades de crescimento da maturação ou de aquisições. O conhecimento destas possibilidades faz com que os professores possam oferecer estímulos adequados a um maior desenvolvimento do indivíduo.
“Aceitar o ponto de vista de Piaget, portanto, provocará turbulenta revolução no processo escolar (o professor transforma-se numa espécia de ‘técnico do time de futebol’, perdendo seu ar de ator no palco). (…) Quem quiser segui-lo tem de modificar, fundamentalmente, comportamentos consagrados, milenarmente (aliás, é assim que age a ciência e a pedagogia começa a tornar-se uma arte apoiada, estritamente, nas ciências biológicas, psicológicas e sociológicas). Onde houver um professor ‘ensinando’… aí não está havendo uma escola piagetiana!” (Lima, 1980: 131).

O lema “o professor não ensina, ajuda o aluno a aprender”, do Método Psicogenético, criado por Lauro de Oliveira Lima, tem suas bases nestas teorias epistemológicas de Jean Piaget. Existem outras escolas, espalhadas pelo Brasil, que também procuram criar metodologias específicas embasadas nas teorias de Piaget. Estas iniciativas passam tanto pelo campo do ensino particular como pelo público. Alguns governos municipais, inclusive, já tentam adotá-las como preceito político-legal.
Todavia, ainda se desconhece as teorias de Piaget no Brasil. Pode-se afirmar que ainda é limitado o número daqueles que buscam conhecer melhor a Epistemologia Genética e tentam aplicá-la na sua vida profissional, na sua prática pedagógica. Nem mesmo as Faculdades de Educação, de uma forma geral, preocupam-se em aprofundar estudo nestas teorias. Quando muito oferecem os períodos de desenvolvimento, sem permitir um maior entendimento por parte dos alunos.
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Jean Piaget
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EXERCÍCIOS

1. A teoria piagetiana concebeu uma inteligência
a) operativa, valorizando-a como uma ação adaptativa diante de uma situação-problema.
b) processual e operativa.
c) funcional e operativa, valorizando-a como uma ação adaptativa diante de uma
situação-problema.
d) funcional, valorizando-a como uma ação adaptativa diante de uma situação-problema.
e) processual, funcional, operativa, valorizando-a como uma ação adaptativa diante de uma situação- problema.
2. No período sensório-motor, de acordo com Piaget,
a) a criança representa mentalmente os objetos, e sua relação e ação com eles é direta.
b) a atividade intelectual é basicamente de natureza perceptiva.
c) as atividades desse período estão dissociadas da atividade intelectual futura.
d) o universo que circunda a criança é conquistado mediante a percepção e os movimentos.
3. De acordo com a teoria piagetiana, a aprendizagem é um processo que visa:
a) equilibração majorante
b) problematização equilibrante
c) desorientação constante
d) instabilidade equilibrante
4. Na teoria piagetiana, os estágios de desenvolvimento se caracterizam da seguinte forma:
a) estágio sensório-motor: reprodução de imagens mentais, uso do pensamento intuitivo, linguagem comunicativa e egocêntrica, atividade simbólica pré-conceitual, pensamento incapaz de descentração.
b) estágio pré-operatório: o campo da inteligência aplica-se a situações e ações concretas.
c) estágio operatório concreto – capacidade de classificação, agrupamento,reversibilidade, linguagem socializada; atividades realizadas concretamente sem maior capacidade de abstração.
d) estágios das operações formais: transição para o modo infantil de pensar
e) estágio pré-operatório: linguagem como suporte do pensamento conceitual.
GABARITO
1.D; 2D; 3A; 4C.

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Material Para Concurso: Didática e Simulado

Material Para Concurso

Assunto: Didática e Simulado

A história da didática está obviamente ligada ao aparecimento do ensino, no decorrer da sociedade, da produção e das ciências como atividade planejada e intencional dedicada à instrução.
Desde os primeiros tempos existem indícios de formas elementares de instrução e aprendizagem. Sabemos, por exemplo, que nas comunidades primitivas os jovens passam por um ritual de iniciação para ingressarem nas atividades do mundo adulto. Pode-se considerar esta uma forma de ação pedagógica, embora aí não esteja presente o didático como forma estruturada de ensino.
Na chamada antiguidade clássica e no período medieval também se desenvolve forma de ação pedagógica, em escolas, mosteiros, igrejas, universidades. Entretanto, até meados do século 17 não podemos falar de didática como teoria do ensino, que sistematize o pensamento didático e o estudo científico das formas de ensinar.
O termo didática vai aparecer a partir do momento em que os adultos começam a intervir na atividade de aprendizagem das crianças e jovens através da direção deliberada e planejada do ensino, ao contrário das formas de intervenção mais ou menos espontâneas de antes. Estabelecendo-se uma intenção propriamente pedagógica na atividade de ensino, a escola se torna uma instituição, o processo de ensino passa a ser sistematizado conforme níveis, tendo em vista a adequação às possibilidades das crianças, às idades e ritmo de assimilação dos estudos.
A teoria didática para investigar as ligações entre ensino e aprendizagem e suas leis, é formada a partir do século 17, quando João Amós Comênio, um pastor protestante, escreve a primeira obra clássica sobre didática, a Didática Magna. Ele foi o primeiro educador a formular a ideia da difusão dos conhecimentos a todos e criar princípios e regras do ensino.
Comênio desenvolveu ideias avançadas para a prática educativa nas escolas, numa época me que surgiam novidades no campo da filosofia e das ciências e grandes transformações nas técnicas de produção, em contraposição às ideias conservadoras da nobreza e do clero. O sistema de produção capitalista, ainda incipiente, já influenciava a organização da vida social, política e cultural.
Para Comênio, a finalidade da educação é conduzir à felicidade eterna com Deus, pois é uma força poderosa de regeneração da vida humana. O insigne educador do século 17, dizia que todos os homens merecem a sabedoria, a moralidade e a religião, porque todos, ao realizarem sua própria natureza, realizam os desígnios de Deus. Para ele, a educação nada mais é do que um direito natural de todos.
Com suas ideias inovadoras, Comênio desempenhou uma influência considerável, não somente porque se empenhou em desenvolver métodos de instrução mais rápidos e eficientes, mas também porque desejava que todas as pessoas pudessem usufruir dos benefícios do conhecimento.
O ideal de toda didática é que o ensino produza uma transformação no aprendiz, que este, graças ao aprendido, se torne diferente, melhor, mais capaz, mais sábio, afinal esta é a vontade do Criador.

Simulado
1.Com base no texto, assinale a opção correta a respeito da didática da Escola Nova.
a) No ensino de disciplinas que compõem a área de conhecimento história natural, os materiais didáticos devem ser plantas e animais vivos, a metodologia de ensino deve ser a observação direta e imediata e o espaço da aula deve ser a natureza.
b) No ensino das chamadas exatas aplicadas, como química e física, o conteúdo teórico dos experimentos em laboratórios deve ser aplicado após as aulas teóricas e expositivas.
c) O estudo do mundo geográfico deve englobar detalhes como a simbologia política dos países, pois o conhecimento das especificidades é necessário para que o educando tenha a visão da totalidade do fenômeno político-geográfico.
d) O ensino da realidade social e política deve restringir-se aos fatos passados e ater-se ao modo de exposição oral, uma vez que a história não permite a experimentação, a observação direta e a investigação.

2.A Didática tem papel muito importante no processo de formação de educadores, contudo, ao longo de sua trajetória, tem suscitado discussões intensas. Por vezes negada ou exaltada, ela foi assumindo, ao longo da história, diferentes compreensões. Podemos inferir que, atualmente, a Didática pode ser compreendida como:
a) arte de ensinar tudo a todos, uma vez que enfatiza os direitos humanos e a promoção da igualdade com respeito pelas diferenças.
b) ciência responsável pela formação do professor, responsabilizando-se por atribuir significado ao trabalho docente.
c) estudo dos processos de ensino e aprendizagem em articulação com as dimensões humana, técnica e político- social que devem orientar os princípios e práticas educativas.
d) técnica de aprender a melhor ensinar, auxiliando o professor a identificar e interrogar os valores que estão subjacentes à ação e às concepções do humano.

3.Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
a) Didática; Pedagogia; Didática; Pedagogia; Didática.
b) Pedagogia, Didática, Pedagogia; Didática; Didática.
c) Pedagogia; Pedagogia; Pedagogia; Didática; Didática
d) Pedagogia; Didática; Didática; Pedagogia; Pedagogia.
e) Didática; Pedagogia, Pedagogia; Didática; Pedagogia.

4.Na história da educação brasileira, muitas foram as transformações pelas quais passaram as escolas e a prática didática. Considerando a Pedagogia Progressista, as três Tendências Pedagógicas que se manifestam são:
a) Libertária, Tradicional e Crítico-Social dos Conteúdos.
b) Tradicional, Renovada Progressista e Crítico-Social dos Conteúdos.
c) Libertária, Libertadora e Crítico-Social dos Conteúdos.
d) Tradicional, Tecnicista e Renovada Progressista.
e) Libertária, Libertadora e Tecnicista.

5.Sobre o ensino e a aprendizagem de História, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Envolvem uma distinção básica entre o saber histórico, como um campo de pesquisa e produção de conhecimento do domínio de especialistas, e o saber histórico escolar, como conhecimento produzido no espaço escolar.
b) Os diferentes conceitos — de fato histórico, sujeito histórico e tempo histórico — independem das distintas concepções de História e de como ela é estruturada e constituída.
c) Na sala de aula, os materiais didáticos e as diversas formas de comunicação escolar apresentadas no processo pedagógico constituem o que se denomina saber histórico escolar.
d) O saber histórico escolar, na sua relação com o saber histórico, compreende, de modo amplo, a delimitação de três conceitos fundamentais: o de fato histórico, de sujeito histórico e de tempo histórico.
e) Didaticamente, as relações e as comparações entre o presente e o passado permitem uma compreensão da realidade numa dimensão histórica, que extrapola as explicações sustentadas apenas no passado ou só no presente imediato.

6.É característica da didática ativa:
a) não dar considerável importância aos métodos e técnicas de ensino.
b) não utilizar em sua prática o método científico de descoberta de conhecimento.
c) ser a direção do ensino, a sistematização e o controle do processo de aprendizagem.
d) valorizar mais os processos de aprendizagem do que os conhecimentos sistematizados.
e) considerar o aluno coadjuvante da aprendizagem.

7.Sobre a didática está correta a frase:
a) Não generaliza o que é comum no processo educativo.
b) Estuda a finalidade da educação na sociedade.
c) Ocupa-se dos métodos de cada matéria.
d) Ocupa-se da teoria geral do ensino.
e) Estuda a educação a instrução e o ensino.

8.A Didática é um ramo de estudo da Pedagogia que:
a) investiga a natureza das finalidades da educação numa sociedade.
b) busca em outras ciências os conhecimentos que esclarecem o fenômeno educativo. c) estuda a dinâmica das relações sociais e o processo do desenvolvimento humano.
d) investiga os fundamentos, condições e modos de realização da instrução e do ensino.
e) nenhuma alternativa está correta

9.Em relação à Didática, é incorreto afirmar que
a) contribui para transformar a prática pedagógica da escola, ao desenvolver a compreensão articulada entre os conteúdos a serem ensinados e as práticas sociais.
b) não compete refletir acerca dos objetivos sócio-políticos e pedagógicos, ao selecionar os conteúdos e métodos de ensino.
c) realiza-se por meio de ação consciente, intencional e planejada, no processo de formação humana, estabelecendo-se objetivos e critérios socialmente determinados.
d) sua finalidade é converter objetivos sócio-políticos e pedagógicos em objetivos de ensino, selecionar conteúdos e métodos em função desses objetivos.

10. São elementos estruturantes da Didática:
a) objetivos, conteúdos, tecnicismos, políticas de ensino, recursos e avaliação.
b) objetivos, políticas de ensino, tecnicismos, recursos, relação professor-aluno.
c) objetivos, conteúdos, metodologia, recursos, relação professor-aluno, avaliação.
d) objetivos, métodos de pesquisa, conteúdos, programas, políticas educacionais.

GABARITO 1A;2C;3D;4C;5B;6D;7D;8D;9B;10C;

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Simulado Para Concurso: Teorias do Currículo

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Assunto: Teorias do Currículo

Algumas teorias sobre o currículo apresentam-se como teorias tradicionais, que pretendem ser neutras, científicas e objetivas, enquanto outras, chamadas teorias críticas e pós-críticas, argumentam que nenhuma teoria é neutra, científica ou desinteressada, mas que implica relações de poder e demonstra a preocupação com as conexões entre saber, identidade e poder.

TEORIA TRADICIONAL
A teoria tradicional procura ser neutra, tendo como principal foco identificar os objetivos da educação escolarizada, formar o trabalhador especializado ou proporcionar uma educação geral, acadêmica, à população. Silva (2003) explica que essa teoria teve como principal representante Bobbit, que escreveu sobre o currículo em um momento no qual diversas forças políticas, econômicas e culturais procuravam envolver a educação de massas para garantir que sua ideologia fosse garantida. Sua proposta era que a escola funcionasse como uma empresa comercial ou industrial. Segundo Silva (2003, p.23),

[…] de acordo com Bobbit, o sistema educacional deveria começar por estabelecer de forma precisa quais são seus objetivos. Esses objetivos, por sua vez deveriam se basear num exame daquelas habilidades necessárias para exercer com eficiência as ocupações profissionais da vida adulta.

O modelo que Bobbit propunha era baseado na teoria de administração econômica de Taylor e tinha como palavra-chave a eficiência. O currículo era uma questão de organização e ocorria de forma mecânica e burocrática. A tarefa dos especialistas em currículo consistia em fazer um levantamento das habilidades, em desenvolver currículos que permitissem que essas habilidades fossem desenvolvidas e, finalmente, em planejar e elaborar instrumentos de medição para dizer com precisão se elas foram aprendidas. Estas ideias influenciaram muito a educação nos EUA até os anos de 1980 e em muitos países, inclusive no Brasil. De acordo com Silva (2003 p.25),

Ralph Tyler consolidou a teoria de Bobbit quando propõe que o desenvolvimento do currículo deve responder a quatro principais questões: que objetivos educacionais deve a escola procurar atingir; que experiências educacionais podem ser oferecidas que tenham probabilidade de alcançar esses propósitos; como organizar eficientemente essas experiências educacionais e como podemos ter certeza de que esses objetivos estão sendo alcançados.

Tyler também determinou como identificar ou onde encontrar as respostas às perguntas por ele propostas para elaborar o currículo. Para Tyler, deveriam ser feitos estudos sobre os próprios aprendizes, sobre a vida contemporânea fora da educação, bem como obter sugestões dos especialistas das diversas disciplinas. (SILVA, 2003). Mas, para fazer esse levantamento, as pessoas envolvidas deveriam respeitar a filosofia social e educacional com a qual a escola estivesse comprometida e a psicologia da aprendizagem.

Numa linha mais progressista, mas também tradicional, apresenta-se a teoria de Dewey, na qual aparecia mais a preocupação com a democracia do que com o funcionamento da economia. (SILVA, 2003). Essa teoria dava, também, importância aos interesses e às experiências das crianças e jovens. Seu ponto de vista estava mais direcionado à prática de princípios democráticos, sendo a escola um local para estas vivências. Em sua teoria, Dewey não demonstrava tanta preocupação com a preparação para a vida ocupacional adulta. A questão principal das teorias tradicionais pode ser assim resumida: conteúdos, objetivos e ensino destes conteúdos de forma eficaz para ter a eficiência nos resultados.

TEORIAS CRÍTICAS
Em meio aos muitos movimentos sociais e culturais que caracterizaram os anos de 1960 em todo o mundo, surgiram às primeiras teorizações questionando o pensamento e a estrutura educacional tradicionais, em específico, aqui, as concepções sobre o currículo. As teorias críticas preocuparam-se em desenvolver conceitos que permitissem compreender, com base em uma análise marxista, o que o currículo faz. No desenvolvimento desses conceitos, existiu uma ligação entre educação e ideologia.

Além disso, vários pensadores elaboraram teorias que foram identificadas como críticas e, embora tivessem uma linha semelhante de pensamento, apresentavam suas individualidades.

Segundo Silva (2003), Althusser, filósofo francês, fez uma breve referência à educação em seus estudos, nos quais pontuou que a sociedade capitalista depende da reprodução de suas práticas econômicas para manter a sua ideologia. Sustentou que a escola é uma forma utilizada pelo capitalismo para manter sua ideologia, pois atinge toda a população por um período prolongado de tempo…

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Simulado Para Concurso: Docência/Formação docente

Simulado Para Concurso

Assunto: Docência/Formação docente

1. Atualmente há uma complexidade crescente dos sistemas de ensino, alargando as dimensões de atuação de todos os educadores. Por isso, a capacidade de liderança do Pedagogo frente a sua
equipe de professores faz tanta diferença na eficácia no processo de formação. Assinale a alternativa que corresponde a função do Pedagogo na escola.
a) Planejamento e operacionalização de aula, responsabilidade sobre a avaliação de cada um dos educandos e aplicação de atividades e provas.
b) Mobilização de diferentes áreas do conhecimento para a realização de uma educação de qualidade.
c) Resultados não satisfatórios quanto ao desempenho docente em suas competências básicas.
d) Incentivo para que o professor trabalhe de forma individualizada, utilizando exercícios de memorização
como ferramenta de planejamento, sem que haja a cooperação.
e) Isenção da responsabilidade com o professor pelo pleno desenvolvimento das potencialidades do educando, conforme determina a legislação vigente.

2. A manifestação da liderança está presente em diversos setores de nossa sociedade através de
cargos de responsabilidade como, diretores, executivos e pedagogos. Com base no conhecimento de liderança de um grupo assinale a alternativa correta.
a) Líderes devem possuir a capacidade de estimular a valorização das habilidades de cada um de seus
liderados e não utilizar o autoritarismo como instrumento persuasão.
b) A maneira como o líder articula, comunica, incentiva e promove mudança, não impulsiona o desenvolvimento do bom funcionamento do trabalho de organização da equipe liderada.
c) O estilo de um líder se origina de uma predisposição genética, se adquire por nascimento, devido a suas características pessoais, há lideres mais aptos do que outros.
d) Os bons resultados de liderança provém de um líder autoridade, exigente que domine sua equipe.
e) Um grupo ou equipe necessariamente não precisa de um líder, portanto, o integrante que dominar o assunto debatido pode coordená-lo.

3.. Devido a complexidade do fracasso escolar faz com que os profissionais da área estejam atentos para evitar um ensino que cause desinteresse no aluno. Vários fatores contribuem para que o fracasso escolar confronte o processo de ensinoaprendizagem.
Assinale a alternativa que exemplifica esses fatores.
I. O querer aprender por parte do indivíduo, carências afetivas, barreiras emocionais a serem superadas.
II. A preparação de professores para receber alunos com capacidades adquiridas de histórias culturais diferentes.
III. O não comprometimento com o ensino por parte da família, instituição escolar e Estado.
IV. O preconceito e a necessidade de trabalhar para auxiliar no sustento de casa de alguns alunos.
V. Alimentação deficiente, falta de atenção, carinho e estímulos por parte da família e o distanciamento do universo letrado.
a) Apenas I, III e IV estão corretas.
b) Apenas III, IV e V estão corretas.
c) Apenas II, III e IV estão corretas.
d) Apenas I, IV e V estão corretas.
e) Apenas I, II e III estão corretas.

4 V. Alimentação deficiente, falta de atenção, carinho e estímulos por parte da família e o distanciamento do universo letrado.
a) Apenas I, III e IV estão corretas.
b) Apenas III, IV e V estão corretas.
c) Apenas II, III e IV estão corretas.
d) Apenas I, IV e V estão corretas.
e) Apenas I, II e III estão corretas.

5. Ao Pedagogo recai a responsabilidade de acompanhar o trabalho desenvolvido pelo professor como forma de melhorar a aprendizagem desenvolvida nas instituições escolares. Assinale a alternativa correta quanto ao trabalho a ser desenvolvido por este profissional.
a) A implementação do currículo proposto no projeto político-pedagógico da escola não faz parte das
atribuições do pedagogo.
b) O acompanhamento do processo de ensino-aprendizagem é uma ação estritamente do professor e não do pedagogo.
c) A não viabilização da interação humana no interior da escola.
d) Auxílio no desenvolvimento de competências técnicas e humanas.
e) A administração de verbas concedidas a instituição escolar e no caso de instituição privada, a administração dos recursos obtidos através de mensalidades para a melhoria da escola.

6. Na construção do conhecimento e na otimização do processo de ensino-aprendizagem, assinale o que for correto quanto a responsabilidade do professor enquanto coordenador de um grupo.
a) Incentivar a família a participar do processo de integração e socialização do aluno.
b) Responsabilizar a família no incentivo ao universo letrado.
c) Esperar que a criança já tenha habilidades de escrita e leitura em qualquer nível de aprendizado.
d) Desenvolver ações onde o educando coloque suas idéias somente em modo de avaliação escrita.
e) Entender que cada indivíduo possui uma classe econômica – social, por isso nem todos aprendem da mesma maneira.

7 O objetivo do Planejamento Pedagógico é
a) ajudar o aluno no desenvolvimento de suas atividades.
b) analisar a importância do processo de avaliação.
c) coordenar o trabalho da diretoria da escola.
d) coordenar as atividades que serão aplicadas ao longo do ano letivo.
e) ajudar no processo de organização do calendário de provas de uma única classe.

1-B 2-A 3-B 4-C 5-D 6-A 7-D

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Concurso Público: Resumos de Livros da Educação

Esse material de concurso para professor são resumos de 3 livros importantes que costuma cair em provas e ser cobrado em editais. Caso deseje questões de concurso para pedagogia ou simulados de conhecimentos pedagógicos é só visitar as postagens anteriores.

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